Navegue pelo meu mundo com o barquinho de seus olhos e aventure-se em meio a ideias iluminadas e obscuras daquilo que eu chamo de minha mente. Boa viagem!
domingo, 8 de maio de 2011
Dois Lados
Amar é muito mais que amor. É amizade, amor de pai e de filho. Vontade de proteger e de se sentir protegido. Vontade de segurança e de sentir frio na barriga. É prazer na presença e na saudade. É ansiedade no reencontro e na despedida. É a angústia em saber que aquele tempo com aquela determinada pessoa tem hora determinada para acabar. É um dos nossos pensamentos mais frequentes, e a ausência dos mesmos pensamentos quando encontramos aquela pessoa, porque simplesmente não conseguimos pensar. Quando realmente amamos, todo o pensamento de amor se evapora, porque simplesmente queremos aproveitar aquele tempo. É tudo tão confuso e tão natural que quando vemos o ser amado, nossa mente, por um momento, não pensa em nada, apenas concentra-se na presença, na troca de olhares e no timbre da voz. Só depois lembramos do amor... Pensamos na distância que poderia ser sempre menor. Na duração do abraço que poderia sempre ser maior. No beijo que poderia acontecer. No toque da pele... Arrepio só de pensar.
É a tentativa de adivinhar o que se passa na cabeça do outro. Se o que se passa na cabeça do outro é o mesmo que passa na nossa. Tentar enxergar a tolice de quem está apaixonado no olhar do outro, já que estamos cansados de vê-la em nossos próprios olhos, no espelho... Tentar perceber o mesmo nervosismo que há na gente. O mesmo tremor na voz, o mesmo silêncio perturbador e o mesmo jeito desconfortável.
Porque cada um tem seu jeito de amar, e... qual é o certo? Difícil achar uma explicação no mínimo plausível, porque, adaptando o título de uma obra de Carlos Drummond de Andrade: "Amor se ama amando". Não há regra nem exceção, causa ou consequência, motivo ou razão, pergunta ou explicação que não seja o próprio amor. Quando é verdadeiro o amor, a cobertura pode ser colorida, simples ou até amarga, mas o recheio sempre será da mesma essência, doçura e textura. Simples e complexo amor, confunde tanto a nós e, ainda assim, é justamente a explicação. Dois lados espelhados de uma linda moeda, tão especial e rara... Um lado está em nós, o outro... só você sabe.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Selo
Olá, pessoal! Eu gostaria de pedir desculpas ao Paulo César, do blog De Tudo Um Pouco, Minha Opinião, que gentilmente me ofereceu esse selo e eu demorei para colocar aqui no meu blog. O que não diminui meu sentimento de gratidão. Obrigada, PC! Aliás, quem puder, recomendo que visitem o blog dele, que expõe notícias de uma forma leve e gostosa, e nos possibilita e debate, já que é um blog, claro.
Bem, não havia uma regra exata para repassar o selo, então, escolherei os blogs que eu mais gosto. São eles:
:: BJNA - Blog da Jornalista Nicelle Almeida ::
Blog da Manu
Blog-do-Pena
Garimpo do Eu - Blog de variedades na internet
Palavras Clamadas
Retóricas
sábado, 23 de abril de 2011
Vapt-Vupt: Desejos e Equívocos
Tome cuidado com seus desejos. Às vezes, forçamos demais uma porta, e quando já começamos a desistir de abri-la, alguma outra força pode fazê-lo por nós. E essa porta pode esconder um precipício, de onde podemos nunca mais voltar.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Selo
Oi, pessoal! Recebi um selo (exclusivo!) da Ravi Barros, do blog Retóricas (aliás, um dos poucos blogs que frequento e recomendo). Muito obrigada, Ravi! Eu, por sinal, amo tudo que tem a ver com luz (risos).
Aqui está o selo, confeccionado por ela própria, e que, infelizmente (apesar da minha preguiça), não poderei repassar a outros blogs.
Bem, quem recebesse os selos, deveria responder às seguintes perguntas:
- Qual é a essência do seu blog?
A essência de meu blog é exatamente isso: minha essência. Mostrar aos outros quem sou (apesar de esconder minha identidade), e tentar "organizar" o que, dentro de mim, está na maior desordem!
- O que lhe motiva a escrever?
Parece um motivo meio infantil, mas acredito que seja porque é uma coisa que eu gosto de fazer, e além de "expulsar" e "organizar" algumas coisas de mim, ainda me sinto orgulhosa de fazer textos que talvez outras pessoas gostem, se identifiquem e achem bom. Porque, na maior parte da minha vida, achei que nunca seria capaz de fazer algo do que me orgulhasse, e que as outras pessoas parassem e dissessem: "isso é bom". É claro que são só alguns, mas já me dão força para continuar (filosofei sobre o assunto!).
- Dentre os diversos textos do Retóricas, tem algum que lhe chama a atenção em especial? Se sim, cite-o.
Gosto muito do jeito que a Ravi escreve, mas teve um que me chamou mais a atenção: "Retoricamente falando", que, apesar de curto, era de tamanha sabedoria e oportunidade para reflexão que resolvi citá-lo aqui (aliás, tive de relê-lo umas duas vezes para entendê-lo por completo). É daqueles textos que a gente custa a entender porque é meio confuso, mas depois que entende gosta e não sabe porque custou a entender.
Hoje estou me estendendo por pouco, não? Talvez seja a Páscoa me trazendo inspiração... (rimou, risos).
Bom final de semana a todos e (claro) uma Páscoa cheia de luz, amor e paz!
Um beijo!
Aqui está o selo, confeccionado por ela própria, e que, infelizmente (apesar da minha preguiça), não poderei repassar a outros blogs.
Bem, quem recebesse os selos, deveria responder às seguintes perguntas:
- Qual é a essência do seu blog?
A essência de meu blog é exatamente isso: minha essência. Mostrar aos outros quem sou (apesar de esconder minha identidade), e tentar "organizar" o que, dentro de mim, está na maior desordem!
- O que lhe motiva a escrever?
Parece um motivo meio infantil, mas acredito que seja porque é uma coisa que eu gosto de fazer, e além de "expulsar" e "organizar" algumas coisas de mim, ainda me sinto orgulhosa de fazer textos que talvez outras pessoas gostem, se identifiquem e achem bom. Porque, na maior parte da minha vida, achei que nunca seria capaz de fazer algo do que me orgulhasse, e que as outras pessoas parassem e dissessem: "isso é bom". É claro que são só alguns, mas já me dão força para continuar (filosofei sobre o assunto!).
- Dentre os diversos textos do Retóricas, tem algum que lhe chama a atenção em especial? Se sim, cite-o.
Gosto muito do jeito que a Ravi escreve, mas teve um que me chamou mais a atenção: "Retoricamente falando", que, apesar de curto, era de tamanha sabedoria e oportunidade para reflexão que resolvi citá-lo aqui (aliás, tive de relê-lo umas duas vezes para entendê-lo por completo). É daqueles textos que a gente custa a entender porque é meio confuso, mas depois que entende gosta e não sabe porque custou a entender.
Hoje estou me estendendo por pouco, não? Talvez seja a Páscoa me trazendo inspiração... (rimou, risos).
Bom final de semana a todos e (claro) uma Páscoa cheia de luz, amor e paz!
Um beijo!
domingo, 10 de abril de 2011
Desgastando o Desgaste
É uma lástima quando o novo passa a ser costume, e os olhos amadurecem para certas coisas. É notável essa diferença, e os exemplos são os mais variados, indo desde tecnologias à quaisquer formas artísticas, bem como sentimentos, sensações e relações.
Há algum tempo atrás, certas doenças que pareciam impossíveis de curar, hoje, só prejudicam realmente quando se é descuidado com a saúde; alguém considera isso uma revolução ou a coisa mais incrível do mundo hoje em dia? Os carros certamente pareciam coisa de outro planeta quando foram criados; hoje?, não passam de mera parte da paisagem. O amor muitas vezes perde a essência quando realizado (e a longevidade dos casamentos de antigamente muitas vezes não tinham relação com amor); seu significado anda cada vez mais distorcido e o número de divórcios começa a superar o de casamentos. A palavra-chave é desgaste.
O único jeito de ter uma eterna visão infantil a respeito das coisas, enxergando-as sempre como novas e interessantes, é olhá-las com os olhos espertos das crianças, olhos curiosos e inocentes. Aquele olhar que, sem esforço nenhum, mantém uma chama acesa por dentro, um brilho que mantém a magia da curiosidade pelas coisas. Alimentar um fascínio que permita-se o manifesto não apenas pelas coisas novas, mas por coisas que são antigas, vendo-as como novas.
Quando ouço uma canção que já conheço faz tempo, mas tentando ouvi-la com os ouvidos do desconhecido, como a primeira vez que a ouvi, é fascinante, porque é como se conhecesse a música toda vez que a ouço novamente. E assim, o antigo vira uma renovação eterna a cada manifestação.
Acredito que a vida também possa ser assim. Ame as pessoas que ama como se acabasse de descobrir o amor por elas, seja quem for, parentes, amigos ou paixões. Por enquanto, ainda não consegui amar com o coração infantil, mas fica a dica. Até mesmo a felicidade pode sofrer desgaste, por isso, a palavra-chave deve ser renovação.
Finalizo fazendo uma ressalva, que recomendo. A única coisa que você tem direito de desgastar é o próprio desgaste: acabe com o que acabe com você!
PS:Gostaria de me desculpar com a demora. Apesar de minha não ser tão corrida, após as férias eu acabo me perdendo um pouco, e deixando "n" coisas de lado e, infelizmente, minha falta de inspiração e/ou tempo fizeram com que eu me afastasse um pouco do blog. Mas prometo que vou tentar estar mais presente, ok?
sábado, 19 de março de 2011
Talvez Futilidade...
Como é bom descobrir que o cristal sobreviveu à tempestade e ainda pode brilhar, e que meus sonhos não estão à deriva no mar. Como é bom ter a chance de conhecer o impossível, e viver o inverossímil. Como é bom ter um motivo para levantar da cama, e saber que ainda se ama. Ainda, e que o amor nunca se finda.
Como é bom descobrir que é possível ter paz, mesmo que eu não a tenha sentido mais. Tenho saudade, mas ainda busco mais pela felicidade. Aquela que força-nos a sorrir, mesmo que tudo esteja a ruir. Porque se caímos junto à ruína, o ciclo de possíveis recomeços se finda. E o objetivo de tudo é recomeço, fim pelo avesso. Esforços inúteis por recomeços fúteis.
Mas já cheguei à conclusão de que a futilidade também é necessária ao coração. Afinal, na teoria, a felicidade não é necessária à vida.
Entretanto, ser feliz é o que sempre se quis. Porque cedemos às futilidades que nossa alma quer, seja o que ela quiser. Porque, no fundo, a felicidade é a única sublime futilidade.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Brincadeira de Criança
A exemplo do que vi no blog "O Diário da Garota de Várias Faces", falarei sobre um assunto muito pertinente nos dias de hoje: a mudança de comportamento das crianças.
Primeiramente, é interessante ressaltar que eu fui uma das pessoas que, pela idade, pode-se dizer que, enquanto criança, passou pela "fase de transição". Essa fase de transição à qual me refiro é a dos tempos em que o maior passatempo das crianças eram as brincadeiras do lado de fora da casa e que, de repente, virou o videogame e o computador.
Antigamente (me refiro há uns dez ou doze anos atrás), eu vivia do lado de fora da casa. Ainda me lembro do prazer que eu sentia ao rodear a casa diversas vezes de bicicleta (risos), ouvindo o som ligado na área da minha casa de boneca, que tocava o CD da trilha sonora da novela "O Beijo do Vampiro". Ainda me lembro de a minha mãe reclamar de eu e minha irmã pularmos corda logo após o almoço, e nós ficarmos chateadas. Ainda me lembro de eu tentar aprender as coreografias das minhas músicas preferidas (risos).
Não sei se todos concordam comigo, mas de certa forma, não é o que a sociedade oferece? Às vezes, sinto como se culpássemos as crianças. É claro que elas podem fazer suas escolhas, mas se todas ouvem na escola sobre o computador novo de fulano, o jogo novo baixado por cicrano e etc, e elas não têm nada disso (principalmente pela possibilidade de hoje em dia, estar conectado aos amigos quase o tempo todo), elas podem se sentir excluídas, ou no mínimo, diferentes. Obviamente, há pessoas, e não apenas crianças, que não dão importância a esse assunto, e vivem numa boa sem "excessos" de tecnologia. Mas são raridades.
Eu mesma. Não consigo imaginar minha vida sem, ao menos, um computador. Porque, para a internet, existem as lan-houses. Mas se não houver espaço para eu escrever minhas histórias, poemas, posts no blog, além de criar imagens como uma forma de passatempo e baixar as músicas e shows de minhas bandas preferidas (já que produtos importados são caríssimos), eu acredito que "enlouqueceria". Eu sei que exagero no tempo em que fico em frente ao computador, mas é como um vício, porque fazemos tudo por aqui, é inevitável. Tenho consciência de meu erro, mas ainda assim o cometo.
Imaginem uma criança ter consciência de que ficar tempo demais em frente ao computador ou videogame é errado e pode prejudicá-los? É bem complicado, já que talvez um de seus argumentos seja o de que "todos também fazem isso". Infelizmente, acredito que, para a "moda" voltar a ser as brincadeiras mais saudáveis, muitas crianças ainda terão de apresentar problemas cardíacos e/ou obesidade, para mostrar que, enfim, tudo isso "não é tão legal". Arrancá-los de vez desses hábitos obviamente não é uma boa ideia (apenas se isso afetar seu comportamento de forma relevante), até porque não é essa a intenção. A sugestão é mostrar que também há um mundo lá fora, e que os chama.
Criança é um assunto e tanto, hein? Posteriormente, falarei mais um pouco sobre o que penso e vejo delas. Um abraço a todos!
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